O Futuro das redes sociais: Esqueça os EUA e olhe para o Brasil

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Estudo realizado pelo software de CRM social, eCRM123, foi citado no mais recente artigo que Ryan Holmes, CEO do HootSuite, escreveu para o portal da revista americana Forbes. O HootSuite é um dos principais aplicativos para gerenciar redes sociais. “O futuro da mídia social: esqueça os EUA e olhe para o Brasil” retrata o cenário atual das redes sociais no âmbito global e discute como os brasileiros estão se tornando experts no assunto, tanto pela quantidade de pessoas conectadas quanto pelas iniciativas de marketing e comunicação desenvolvidas aqui.

Utilizando os dados divulgados pelo eCRM123, que indicou que 77% dos brasileiros entrevistados veem de maneira positiva a compra por meio das redes sociais, o executivo ressalta o poder de influência que esses ambientes exercem no consumidor brasileiro. “Com a saturação das redes sociais nos EUA e Europa, as restrições de acesso à informação imposta pela China e o início da revolução da internet na Índia, o Brasil é cotado como a capital universal das redes sociais”, escreveu ele.

Uma das razões apontadas no texto seria a nossa natureza e cultura sociáveis que, aliadas à popularidade dos smartphones em todas as camadas da população, possibilitam a penetração das redes sociais em lugares distantes dos grandes centros. Dois exemplos citados por Holmes valem ser relembrados: o primeiro remonta à página Xingu Vivo, na qual os índios do Xingu denunciam a controversa instalação da hidroelétrica na região de Belo Monte para o resto do mundo. E outro, igualmente curioso, destaca o fato de a internet estar disponível no País mesmo em lugares em que água encanada e a eletricidade ainda nem chegaram.

Segundo o artigo, o Brasil já soma 78 milhões de pessoas nas redes sociais (79% das pessoas que têm acesso à internet) com mais de 65 milhões de usuários no Facebook. Além disso, é o 2º maior país em usuários no Twitter e maior mercado para o Youtube, atrás dos EUA. Isso sem contar os recordes de audiência e interação em outras grandes redes sociais e comunidades virtuais na Web. Números que impressionam tanto que fizeram com que Facebook, Linkedin, Twitter, Google e outras grandes empresas digitais abrissem ou expandissem seus escritórios no Brasil recentemente, confirmando a importância do mercado brasileiro em suas estratégias globais.

Ainda assim, marcas como Bradesco, Coca Cola, L’Oréal ou a Nike investem pouco em publicidade digital se considerarmos que a média mundial de recursos destinados é quase o dobro da praticada aqui, onde o foco dos anunciantes é aa televisão, que recebe 67% dos orçamento de comunicação das empresas.
A estimativa é que nos próximos 3 anos os investimentos em publicidade ultrapassaram os dos demais países do BRIC. E que, durante os grandes eventos que iremos receber, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, as marcas voltarão atenção para o mercado local. E sobre este assunto, o eCRM123 tem números interessantes a divulgar aqui.

Para ler a matéria na íntegra (em inglês) acesse o site da Forbes Magazine

Para conhecer as pesquisas e infográficos da eCRM123 , clique aqui.

eCRM123

Editor do eCRM123 Blog

6 comentários em “O Futuro das redes sociais: Esqueça os EUA e olhe para o Brasil

  1. No Brasil os investimentos em publicidade digital ainda são relativamente pequenos por uma distorção causada pelas agências, que preferem focar os investimentos na TV prioritariamente, e nos veículos impressos em segundo lugar, simplesmente porque já estão acostumadas a fazer isso e faturar suas grandes bonificações e comissionamentos.
    Os anunciantes, em parte por comodismo e em parte por medo de “inovar”, acabam seguindo esse caminho conservador (offline) ditado pelas agências.
    Mas o fato incontestável é que não só os resultados da publicidade digital são cada vez maiores como, ainda, são totalmente mensuráveis, coisa que a mídia offline simplesmente não consegue entregar.
    Tendência irreversível no mundo, a publicidade digital tende a crescer fortemente aqui no Brasil, e esse crescimento deve se dar de forma exponencial nos próximos anos.

    1. Excelente análise Cazarré. Concordo. Vale ressaltar que é um caminho sem volta, já que o aTV Digital streaming está chegando com tudo: Google TV em parceria com a Sony, Chrome Cast, Apple TV e apps como Netflix, Hulu, Youtube e Crackle. É aguardar p/ ver. O formato de TV como conhecemos hj está morto, só falta enterrar. Será interessante ver quem irá se adaptar de fato e quem vai sucumbir. Darwinismo digital. Abs!

      1. Pois é, concordamos simplesmente por que acreditamos que o foco dos resultados dos investimentos em publicidade deva ser gerar resultados para a companhia contratante, sua marca, produto ou serviço, e não gerar lucro para a agência que foi contratada. Já a questão de ser um caminho sem volta, sem dúvida é, pois o Darwinismo no caso é imposto pela parte mais forte em todo o negócio de publicidade, comunicação e marketing, que é o PÚBLICO. Ele sempre mandou, através de seu poder de compra, mas não tinha voz, e agora tem, justamente pelos avanços do meio digital.A equação é muito simples: hoje se pode ouvir a voz do público, e não ouvi-la é um pecado que será pago de maneira dolorosa pelas empresas. Então é isso mesmo, os mais adaptáveis (tanto do lado das agências como do lado dos clientes delas) sobreviverão. Os outros? São espécies em extinção…

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